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“Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos, sem querer.”

Sigmund Freud

 

Sobre a psicanálise

A cura pela fala foi uma descoberta de Sigmund Freud ao abandonar a prática da hipnose, lá em mil oitocentos e bolinhas, para tratar das histéricas. Freud observou que nem todas as suas pacientes eram suscetíveis à hipnose, portanto, se havia uma parcela de pessoas que não se submeteriam a esse processo, esse não poderia ser um meio eficaz de acessar traumas, desejos e afetos inconscientes. Como faria, então? Momento em que uma analisante lança a metáfora “a limpeza da chaminé”, ao exclamar: “Não quero ser hipnotizada! Me deixe falar!”. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Um processo de análise, como também o de psicoterapia, têm a fala como o principal instrumento de trabalho. Entretanto, as palavras só adquirem essa função elaborativa, pois há um profissional com uma escuta responsável, ética e embasada que dá o amparo para o que é dito. Diferentemente de desabafar na mesa do bar - sem desconsiderar a importância de desabafar com a sua rede de apoio -, o psi dará lugar e suporte ao que sai boca afora e afetos à dentro, construindo recursos na relação terapeuta-paciente, para que o sujeito possa refletir, questionar-se e responsabilizar-se pela sua dor, encontrando vias de tornar-se autor da sua vida, sendo esse o único caminho possível em relação à mudança. Um parênteses importante: entende-se que o processo de abandonar alguns sintomas acontece de muitas maneiras, indo de encontro com as saídas que cada um dá conta de (re)inventar para os seus sofreres. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
As pessoas sofrem dos afetos, das palavras e dos sentidos. Sabe-se que a linguagem e os laços sociais são o que nos diferenciam do restante do reino animal, bem como atuam como estrutura na nossa constituição psíquica. Ou seja, só somos quem somos, porque a linguagem nos atravessa, então, nada mais fiel às nossas referências em buscar resolver, simbolizar e elaborar o sofrimento a partir dela.

 
 

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